sexta-feira, dezembro 09, 2005

Eu vi a luz!

Esta semana vi Deus!!! Sim, vi Deus pela 2ª vez na vida!!! A 1ª foi numa queima das Fitas de Coimbra mas desta vez foi mesmo no Porto. Não, não, não... não estava com uma borracheira monumental típica de queima, e nem ando a ter visões... quando digo Deus quero dizer “Deus”... tão a ver?!... terça à noite.... Casa da Música... Não, a casa da Música não foi comprada por nenhuma IURD... OK! Os Deus... sim esses mesmo... os que têm um vocalista chamado Tom qualquer coisa e uma música chamada qualquer coisa Soda.
É!... devo confessar que a minha cultura a cerca de Deus não é lá muito católica. Sei muito pouco para além de que são belgas e têm tido muito sucesso em Portugal, conheço meia dúzia de músicas que o meu namorado, quer dizer... marido... sim, mas na altura namorado... grande fã dos senhores, me obrigava a ouvir incessantemente sempre que saía um novo álbum. Mas apesar disso as pouco músicas que conheço acho realmente muito boas!... Daí que tenha decidido gastar alguns... quer dizer... alguns muitos euros para ir ver Deus e já agora estrear-me na Casa da Música que ainda não conhecia.
Quanto ao edifício ainda não decidi se gosto ou não: muito betão, muito aço, muito grande, muito qualquer coisa esquisita, muito.... deferente! No entanto a sala grande é muito bonita. Depois o concerto, o concerto foi... fantástico!!! Sala completamente esgotada. No início tudo sentadinho nos seus lugares marcados (o nosso era bem porreiro, na 2ª fila), à segunda música tudo de pé, à terceira tudo ao molhe junto ao palco. Nunca tinha estado tão perto de nenhum artista rock!!!! Nem nos concertos da Fnac!!! A menos de 1 metros de palco, a menos de 2 dos rock stars!!! FAN TAS TI CO!!! Enquanto apreciava o espectáculo lembrava-me das palavras da “Belita” quando a minha banda, quer dizer... a banda de que eu fazia parte teve a sua primeira ameaça de concerto (digo primeira por outras ameaças se seguiram): “flash, cores, flash cores”. Não podia descrever melhor!... Apetecia-me ser eu a estar ali... Apetecia-me ser adorada por uma multidão como aquela... apetecia-me “flash, cores, flash, cores”!!!
Pessoal! Bora lá voltar a fazer umas músicas, fumar umas ganzas e... "Vocês sabem do que eu estou a falar!!!"

sexta-feira, novembro 25, 2005

Conversa da Merda!...


Embora existam coisas na vida de um ser humano que deveriam ser tidas como naturais, algumas delas preferimos fazer de conta que pura e simplesmente não existem, como seja o sexo entre os nossos pais, cagar e mijar.
Se no primeiro assunto eu prefiro nem pensar, o segundo eu prefiro não partilhar com a grande parte dos mortais (e que eles também não partilhem comigo, claro), coisa que se torna complicada quando a maioria das casas de banho publicas, dos centros comerciais, dos restaurantes e até mesmo do sítio onde se trabalha são tipo... sexo no Big Brother: ouve-se tudo mas não se vê nada!!! (a ordem deveria ser a inversa... mas assim rimava e tudo!...).


Casas de banho abertas em cima e em baixo... Quem foi que inventou casas de banho abertas em cima e em baixo?????????!!!!!!!!

Se há coisas que odeio profundamente é estar num desses compartimentos onde somos obrigados a partilhar uns com os outros os nossos xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii; ploft, ploft e. outros sons que não consigo reproduzir por escrito... E quando o alvo da nossa partilha são cerca de 30 operadoras por quem tenho responsabilidades problema torna-se ainda mais grave!...
Sim, já imaginaram ouvir os vossos chefes a desfazerem-se em merda e a soltar peidos como se de um bombardeamento a um território inimigo se tratasse?!... Pessoalmente acho que nunca mais o olharia da mesma maneira... Como posso respeitar um gajo que se desfaz em merda e bombardeia peidos?!
Desde que a empresa mudou de instalações que vivo com este problema diário, dai que tenha adoptado algumas estratégias para as ídas ao WC:

- Preferencialmente não ir, esperar pelo almoço (pois o restaurante tem uma casa de banho das boas) ou por chegar a casa;
- Se esperar não puder ser solução, ir apenas quando não está ninguém; usando a técnica ensinada por um mui Bip pastel, de colocar no fundo um bom monte de papel higiénico para amortecer os salpicos e consequentemente o som;
- Se nada disto for solução... Olha... CAGUEEEEEEEEEI, CAGUEEEEEEEEEEI...

Maldição de Engenheiro

Reza a lenda que, quando Deus passou para os homens o conhecimento sobre como construir e projectar as coisas determinou que aquele saber iria ficar restringido a um grupo muito limitado de pessoas.Mas, neste pequeno grupo, onde todos se achavam semi-deuses alguém irira quebrar as regras estabelecidas, traindo o Senhor. Aí, aconteceu o pior!
Deus, bravo com a traição resolveu fazer valer alguns mandamentos:
1º- Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental;
2º- Não verás o teu filho crescer;
3º- Não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga;
4º- Se tiveres sorte terás gastrite. Se fores como os demais terás ulcera;
5º- A pressa será o teu único amigo e as tuas refeições principais serão os lanches no capot, as pizzas e o china in box;
6º- Os teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se te sobrarem cabelos;
7º- A tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes 5 anos de trabalho;
8º- Dormir será considerado período de folga, logo não dormirás;
9º- O trabalho será o teu assunto favorito, talvez o único;
10º- As pessoas serão dividas em 2 categorias: as que entendem de Engenharia e as que não entendem;
11º- A máquina do café será a tua melhor colega de trabalho, porém a cafeína não fará efeito;
12º- Os Happy Hours serão excelentes oportunidades de teres algum tipo de contacto com outros loucos como tu;
13º- Os teus sonhos serão com cálculos ou fornecedores e, não raro, resolverás problemas de trabalho nesse período;
14º- Exibirás olheiras como troféus de guerra;
15º- E o pior... É que, inexplicavelmente, gostarás disso mais que tudo no mundo!!!
DEUS

Nota: Quem é que tinha os conhecimentos para criar esse tal de Deus?

segunda-feira, novembro 21, 2005

Grandes Mistérios do Universo e outras tretas que tais...


Ontem à noite enquanto assistia à exibição do “Matrix II” na nossa televisão publica, esparramada no meu sofá ultra confortável, a minha mente foi novamente assaltado por uma ideia que não poucas vezes me tem surgido...

O filme, como todos saberão, para além de incluir uma parafernália, de maquinaria e efeitos especiais, aborda a vida como se tudo não passasse de programas construídos por um tal de “Arquitecto” que anseia atingir a perfeição nas suas criações, mas que para sua grande tristeza aparecem sempre “bugs”!

Claro que se trata de ficção, mas se pensarmos na teoria de que é Deus o responsável pela criação do Universo e ,consequentemente, de todos nós... pergunto eu:
Porque raio o senhor não incluiu no nosso sistema as funções “Undo” e “Delete All”???!!!!!!” (isto deve ser lido pausadamente e entoado com uma certa ironia e irritação)
Sim, não são essas funções base de um qualquer programazeco inventado por uma qualquer das suas criações?! Como é que Ele, sim logo ele, se esquece do “Undo” e do “Delete All”???!!!!!!”
Não seria a nossa vida muito mais fácil se por exemplo:
Primeiro jantar em casa dos sogros, o nervoso miudinho aperta e ao tentar picar uma ervilha... a puta sai disparada prato fora e aterra mesmo em cima da gravata de seda do sogro!...
UNNNNNNNNNNDOOOOOOOOO!!!
Ou então, na entrevista para conseguires o emprego por que tanto anseias, a meio da conversa olhas ligeiramente para baixo e descobres.... oh... oh não... não... tenho a braguilha aberta!!!!! Socooooooooooooorro tirem-me daqui...
DELEEEEEEEEEEEEEEEEEEETE... DELEEEEEEEEEEEEEETE ALL...

10 Anos Pastéis: a minha foto reportagem - Parte III


10 Anos Pastéis: a minha foto reportagem - Parte II




10 Anos Pastéis: a minha foto reportagem - Parte I


sábado, novembro 19, 2005

Mais uma primeira vez

Pois também chegou a minha vez de me estrear, não nos blogues, mas aqui na pastelaria.
E como não tenho pressa, vou começar a divagar. Esta divagação já me ocorreu há uns tempos, num outro blogue que entretanto extingui...
Lembrei-me da minha infância. Uma das músicas que toda a gente conhece é o famoso "Atirei o pau ao gato". Vocês já repararam bem na letra dessa música?! Concerteza que não, aprenderam-na ainda na altura dos reflexos condicionados, quais cães de Pavlov, em que se toda a gente canta, eu tb tenho que cantar, somos uns autênticos paus mandados... e por falar em paus mandados, vamos lá ao cerne da questão: PORQUE RAIO É QUE O AUTOR DA LETRA, ATIROU O PAU AO GATO? Eu não consigo imaginar que malvadez estaria o gato a fazer, talvez a subir um cortinado, a brincar com um novelo de lã, a tentar meter a pata no aquário... mas que o pau foi lançado com o objectivo de tirar o mio ao gato, ai isso foi, porque a continuação da frase é "Mas o gato não morreu", provavelmente deve ter ficado meio atordoado, ou com um olho vazado, sei lá, mas nota-se o desconsolo do autor... E a Sociedade Protectora dos Animais, já se pronunciou?! que eu saiba não, mas também pela altura em que a música foi escrita, o crime já prescreveu.
Está o gato num sofrimento brutal, quando aparece nova personagem na história, a D. Chica, possivelmente a dona do gato... que se assustou com o berro que o gato deu. Pois eu só espero que a senhora não seja cardíaca, porque realmente ver um gato a berrar pode dar cabo de qualquer um. Que o gajo miasse ainda vá que não vá, agora berrar? Não terá sido a velha a berrar (não sei porquê, mas D. Chica faz-me lembrar uma velhinha) quando o pau resvalou no gato e atingiu a velha na tola? Acho que está aqui qualquer coisa mal contada....
Na maior parte das vezes, a letra acabava aqui, mas lembro-me de cantar com a mesma música uma continuação da história que metia uma pulga à beira da chaminé que ao autor mordeu no pé... e depois "ora ela chora, ora ela grita, ora vá-se embora pulga maldita"... Eu não sei bem o que dizer desta parte da letra, acho que isto foi metido um bocado à pressão e já não tem nada a ver com o gato... ou não, pera aí. Podia a pulga estar no gato e o autor ao ver o gato a coçar-se ter atirado um pau para ver se matava a pulga e esta como vingança tê-lo mordido no pé, tudo isto à beira da chaminé, pois devia ser inverno e a única maneira de se aquecer era aí. Pois, porque para a pulga o ter mordido no pé significa que não tinha dinheiro para umas peúgas, muito menos para o aquecimento central.... Acho que começo finalmente a perceber a história, estava com a ideia que era uma coisa muito violenta para as crianças, estar para aí a tentar matar gatos à paulada, mas vendo bem isto é muito mais profundo, é para as crianças se aperceberem que há outras que não têm quase nada e que a vida não é fácil para toda a gente... é pena é uma pessoa só se aperceber da profundidade da letra quando deixa de ser criança...

quinta-feira, novembro 17, 2005

Não me ocorre mesmo nada de jeito...

O que se faz quando o trabalho é completamente desinteressante, a motivação já teve melhores dias, o que se faz não interessa nem ao menino Jesus ( pelo menos eu se fosse a ele não me interessava nada) e ainda por cima sabes que daqui 34 dias e meio estás despedido???!!!!!!!!
a) Saltas para cima de secretária e gritas enquanto dás pinotes
b) Ris-te desalmadamente na cara do chefe enquanto lhe chamas “Palhaço!”
c) Destróis tudo o que aparece à frente enquanto gritas “Espectáculo!”
d) Corres o edifício de uma ponta à outra enquanto puxas o cabelo e gritas
e) ...
É que... não me ocorre mesmo nada de jeito!!!...
Não me ocorre mesmo nada de jeito...

quarta-feira, novembro 16, 2005

Como enfornar no Imaculada


Queres escrever no Tertúlia Pastelense?
Então escreve um mail ao Ricardo Yousef com o título IMACULADA que serás adicionado à lista de escribas oficialmente esquisitos.
O email do gajo é: ricardo.yousef@gmail.com

terça-feira, novembro 15, 2005

Outra estreia...


Olá malta,

Venho-me juntar à lista de contribuintes deste blog. Quantos mais melhor... se bem que contribuir para dois blogs nem sempre será fácil.

Esta coisa dos blogs é mais um sinal deste século XXI que vai ser marcado pela solidão física e convivências à distância. Basicamente, o que eu ponho no blog, que partilho com um amigo meu desde Março, são as asneiradas que diria em conversa de café entre dois finos ou mais recentemente, entre dois favaios. Sim, o Fisterra é também meu, e sem dar conta já lá temos 163 pedaços de basófias que não interessam nem ao menino Jesus, adiante...vão reparar que eu abuso das reticências, é que dá trabalho escrever, tagarelar por escrito é difícil...

Mas o que me traz hoje aqui é saber se vocês partilham uma sensação que tenho...há tempo discutia entre amigos se a palavra "burguês", ou verbos relacionados, não tinha adquirido uma conotação negativa e o porquê de tal ter acontecido...

E a palavra em "Engenheiro"? Ás vezes, quando se dirigem a mim na fábrica por "oh, Engenheiro..." o tom de voz sugere que eu faço parte de uma qualquer irmandade maléfica que veio ao mundo com único propósito de lixar a vida a eles, aos "não-engenheiros"...

Há uns largos anos atrás qualquer gajo com um canudo estava habilitado a liderar, ninguém questionava a sua competência...graças a isso e à chamada figura do "engenheiro-capataz", ás vezes engenheiro, quer dizer uma série de qualidades negativas...

Algum de vocês sente isto? Sei que algumas pessoas neste país ainda reclamam respeito só por posição e canudo em vez de ser por competência e confiabilidade. Eu luto todos os dias para ser respeitado pelos meus superiores hierárquicos e por aqueles que estão abaixo de mim na hierarquia pelas razões certas...

Alguém acha que temos de limpar alguma coisa do nome da nossa profissão?

Sítio com terra à vista

Lembram-se do velhinho site dos Pastéis??? Ai que saudades do www.terravista.pt/meco/2696/
Não vale a pena tentarem o link, porque já não existe. Eu acho que era lindo pormos isto novamente no ar, por isso lanço aqui este teaser. Conhecem bons sítios para alojar o site gratuitamente? Talvez a FEUP nos deixasse alojar lá o site, como sendo de antigos alunos, o que dizem? Quem é que está disposto a contribuir para a realização do site? O pastel Zizi anda à procura na sua arca dos conteúdos que estavam no site antigo. Está aberta a discussão...

sexta-feira, novembro 11, 2005

A Última Vez...

A última vez que senti que os anos estão realmente a passar muito depressa foi ontem durante uma pequena viagem de metro.

Sentadas à minha frente, 3 miúdas de 16, 17 anos, com os seus cabelos compridos, as suas roupas e acessórios a condizer (algo produzidas para meus padrões de há 12 anos atrás) e os seus livros do 10º ano na mão (a esta altura já não fica bem uma rapariga andar de mochila!!!).

Por breves instantes deixei-me levar pelas histórias daquelas 3 criaturas, pelos seus medos, as suas ansiedades, as suas preocupações, a forma como discutiam estes assuntos, que aos olhos de mentes mais crescidas poderão parecer ridículos, mas que naquela idade são o centro das suas vidas: rapazes, roupas, amizades e saídas à noite.
Sim porque, passaram alguns anos desde a minha adolescência é verdade, muita coisa mudou, as modas, os hábitos, surgiram os telemóveis e mais uma série de parafernália electrónica, mas a essência mantém-se: rapazes, roupas, amizades e saídas à noite!

Míuda1
“Oube! Não te podes deixar ir abaixo por causa disso, nem muito menos demonstrar que isso te afecta, se não eles ainda vão fazer pior. Eles têm sempre que arranjar motivos para se rirem de alguém.

Míuda2
“ É berdade! já tentaram fazer o mesmo comigo, só que eu caguei e eles desligaram”

Míuda1
“Olha, hoje até sair um bocado para espairecer, de certeza que a minha mãe hoje deixa, até porque ela bai ter que sair para ir à empresa do meu pai”

Míuda3 – de mangas a cobrir praticamente as mãos, visivelmente transtornada, soltou apenas um tímido “Tá!... Mas, deixa-me agora ouvir esta música que adoro!”. Colocou nos ouvidos os auscultadores de uma dessas cenas portáteis que agora se usam que brotam música aos pacotes, hi-pod ou lá como é que essas merdas se chamam (mais um sinal de velhice!!), deixou-se escorregar no assento, volume do aparelhinho no máximo, de tal forma que consegui identificar o que ouvia: Guns n' Roses e uma das suas baladas lamechas e pindéricas. Não pensem que esta apreciação é sinal de velhice, nunca gostei nada de Guns n' Roses mesmo quando tinha a idade delas. Mas claro que gostava de outras coisas igualmente lamechas e pindéricas.

Uma senhora sentada ao meu lado, daquelas com um cabelo louro lindíssimo mas que o estragou quando decidiu pintar as raízes de preto e com ar de empregada doméstica (sem ofensa para as empregadas domésticas, que adoro a minha que é muito querida!!!) olhava estupidificada para aquele cenário... Enquanto isto, a minha mente divagava por entre as boas e más recordações dos meus 16/17 anos e veio-me à ideia uma frase fantástica que há muito conheço mas só agora começo a entender: “ Eu quero ser aquilo que era quando queria ser o que sou agora”!!!

Imaculada (versão Inglesa)

Como diria um nosso colega de nome calmo e tranquilo: "Na língua de Shakespeare!" (adaptada).

Imaculada lady of the cakes,
CAKES!
Make that the wine never end in the tonels,
CAKES!
And firewater be stronger and stronger,
CAKES!
Swear and sweararei I will drink until I die,
Swear and sweararei I will drink until I die,
Up,
Down,
Sex!
Bota down.

P.S.: Acompanhar de preferência com Pavão ou Valmesio fresquinho.

sábado, novembro 05, 2005

Fotoreportagem do Mega Encontro - 10 anos a fermentar









quinta-feira, novembro 03, 2005

A minha primeira vez

À boa maneira portuguesa, quando se põe em prática um projecto, 0,1% do tempo é gasto na planificação e 99,9% é gasto a desenrascar a merda que se vai fazendo, uma atrás doutra...
A mudança de instalações da empresa onde trabalho não fugiu, nem podia, a esta velha e grande regra da (des)organização portuguesa. Conclusão: para além de outros contratempos de menor importância, fiquei mais de 1 mês sem acesso ao maravilhoso mundo da comunicação: Internet.
À primeira vista tal pode não parecer o fim do mundo, mas acreditem que entre quatro paredes sem janelas (só foram postas a semana passada) de um cubículo com não mais de 8 m2 isso faz toda a diferença.
Após o tal interregno volto de novo à vida e eis se não quando descubro que alguns dos meus amigos e inclusive o meu próprio marido, partilham agora os seus pensamentos, ideias, opiniões e sei lá mais o quê, numa cena a que chamam blog!
Eu sempre achei que vocês demonstravam ter “um comportamento esquisito”!!
Não querendo parecer antiquado e muito menos desactualizada decidi então iniciar-me nesta coisa da Bloguisse. Sim, é a Minha Primeira vez e ao contrário de muitas outras primeiras coisas na vida... isto até nem doeu nada!!!

Um prior a cozinhar as rabanadas

Saibam tudo sobre a preparação do Mega Jantar de Natal Pastástico 10 num site Afonsino.

quarta-feira, novembro 02, 2005

O Pastel na catenária


Há 10 anos na rua dos Bragas,
Doutores puseram entraves.
Agora com entradas pagas,
Fomos 11 visitar as caves.

Começou esta jornada,
Com néctar do nosso Porto.
O pessoal bebeu de golada,
Isto ainda vai acabar torto.

A malta estava com traça,
O vinho abriu apetites.
Manda vir uma loiraça,
Acompanha com acepipes.

De seguida p'ró irlandês,
Ao fundo estava a Ribeira.
Pastéis, vieram mais três,
Era só malta de primeira.

Ao jantar a ver a bola,
Desta vez não foi no Célia,
Muita cerveja na tola,
E golos da Maria Amélia.

Depois de tanta b’jeca,
Estava tudo com a rama.
Uns foram dar uma queca,
outros foram sós pr'á cama.

Acordar ainda de noite,
Foi tarefa complicada.
Parecia mais um açoite,
Q'uma viagem organizada.

Equipados em S. Bento,
No comboio vamos seguir.
Uns com despertar atento,
Outros é mais para dormir.

As loiraças e os Favaios,
Para alguns são perdição.
Não falamos de lacaios,
Mas Engenheiros de profissão.

As águias não davam trégua,
Das duas bicadas no dragão.
Comeu-se chocolate na Régua,
Com “paxaxeiros” até ao Pinhão.

Deixados para trás os carris,
Entrámos na embarcação.
S. Pedro assim o quis,
O sol estava um brasão.

Douro abaixo no Milénio,
A beber, comer e cantar.
Não é preciso ser génio,
Pr'a ver no que isto vai dar.

Muita conversa banal,
A t-shirt que agora se usa.
Animado vai o pessoal,
Passar mais uma eclusa.

Uns falam com as cartas,
Outros discutem política.
Há quem pense em projectos,
Há uma malta mais crítica.

Com as pontes perto da foz,
Momentos de rara beleza.
Mais 10 anos e todos nós,
queremos voltar com certeza.

Alguns dispersaram no cais,
Não foram até à Ribeira.
Beber uma cerveja mais,
Ver um malho de primeira.

À Boavista fomos morfar,
Uma dose de picanha.
Isto não podia acabar,
Sem mais uma partida ganha.

Assim se comemoraram,
10 anos de Pastelaria.
As boas memórias ficaram,
Para recordarmos um dia.

sexta-feira, outubro 28, 2005

Pastelinho para Belém

Eu sei que política é algo que deveria ser sério, mas como dizia um ilustre Pastel, "Quem não quer ser lobo que não lhe vista a pele!", ou seja, se os próprios não o são... Que país o nosso em que chegados a uma eleições para o Presidente da Nação, a escolha parece recair sobre duas proeminentes figuras da democracia Portuguesa. Quem olhe para isto de fora, pode pensar que a política em Portugal está ao rubro, com fortes ideologias e discursos sérios e profundos sobre política de facto. Pois a mim parece-me exactamente o contrário senão vejamos:
Cavaco Silva (66 anos) - apresentou o seu programa de governo para a presidência da república, logo está chéché, ou quer fazer de nós parvos.
Mário Soares (80 anos) - está chéché e quer fazer de si parvo.
Manuel Alegre (69 anos) - fez birra com o chéché, com o PS e quer degolar o Cavaco.
Jerónimo de Sousa (58 anos) - teve dois bons resultados eleitorais e julga-se o D. Sebastião que veio para salvar o PCP, mas não pode abrir a boca em demasia.
Francisco Louçã (48 anos) - e depois quem acorda os deputados no parlamento!?!
Nota: Os três primeiros já ultrapassaram a nova idade de reforma.Por tudo isto eu digo: "Quero outro prato, porque deste estou farto!".
Já agora, vai um Pastelinho para Belém?!?!?

segunda-feira, outubro 24, 2005

Imaculada (versão Original)

Versão ORIGINAL:
Imaculada senhora dos pastéis,
PASTÉIS!
Fazei com que o vinho não se acabe nos tonéis,
PASTÉIS!
E que a aguardente seja cada vez mais forte,
PASTÉIS!
Juro e jurarei beberei até à morte,
Juro e jurarei beberei até à morte,
Acima,
Abaixo,
Aos PASTÉIS!
Bota abaixo.

O que é isto?
Será apenas um pretexto para beber?
Será um ritual mais ou menos satânico de uma irmandade?
Terá sido uma forma de afirmação perante os outros?

Na minha opinião foi tudo isto, mas hoje em dia é muito mais.
Começo pela parte mais simbólica e forte deste texto que são os Pastéis. Doces, salgados, simples, requintados, frescos ou ressequidos, grandes ou pequenos, os Pastéis são um grupo de pessoas que se conheceram em 1995 algures entre a Rua dos Bragas e a Praça Coronel Pacheco, no coração da cidade Invicta, que teimam em saborear-se e deixar-se saborear num espírito ao mesmo tempo altruísta e egocêntrico, característico das mentes de Engenheiros.
O vinho representa o combustível que mantém a chama acesa hoje, em 2005, e que espero não se acabe nos tonéis.
A aguardente é a vontade, o querer construir algo que só sendo forte é que pode perdurar.
Beber até à morte significa o desfrutar deste "comportamento esquisito" que não se traduz numa irmandade, mas apenas numa amizade mais ou menos diferente por dela serem cúmplices várias pessoas necessariamente diferentes, mas iguais.

Agora que já dei o mote, lanço-vos aqui o desafio de partilha de opiniões, discussão de temas, marcação de encontros, ou meros desabafos no seio da comunidade Pastástica.